PR-410 - Estrada da Graciosa

A histórica Estrada da Graciosa - PR-410 atravessa o trecho mais preservado de Mata Atlântica do país e é amplamente utilizada por usuários que desfrutam das estruturas de lazer localizadas em seis recantos distribuídos ao longo de seu trajeto. Os trechos do antigo Caminho Colonial também são acessados pela Estrada da Graciosa e formam um cenário único com a sinuosa rodovia, a flora e a fauna típica da Serra do Mar.

O Caminho da Graciosa é um dos cinco caminhos coloniais, em território paranaense, que atravessa a barreira natural da Serra do Mar, integrando o litoral e o Planalto Curitibano. As primeiras notícias deste caminho datam de 1721.

A Graciosa recebeu ao longo dos tempos três pré-denominações, ou seja: Trilha da Graciosa, Caminho da Graciosa, e Estrada da Graciosa. A estrada foi construída, a partir de 1854, ano da emancipação da Província do Paraná, com uma extensão de 28,5 Km, utilizando os antigos traçados tanto da trilha quanto do caminho, levou 20 anos para ser construída, e em 1873 foi oficialmente inaugurada.

Até a metade do século XX a Estrada da Graciosa era a única estrada pavimentada em todo o território do Estado do Paraná. A economia paranaense dependeu por um longo tempo desta estrada. Nela que passavam os caminhões carregados de madeira, mate (um dos principais produtos de exportação, que saía dos Campos Gerais e Guarapuava), e café passando por Curitiba e seguiam pela Graciosa em direção ao Porto de Paranaguá e Antonina, até a década de 1960, transportando parte das riquezas produzidas e beneficiadas serra acima; servindo, também, como via de acesso às famílias de todo o estado que em época de verão se deslocavam em busca de lazer nas praias e ilhas do nosso litoral.

Hoje, ainda são presentes os remanescentes históricos da trilha e do caminho, principalmente do último. São trechos de calçamento encontrados, em alguns pontos, ao largo da estrada, restaurados e conservados. Além das ruínas históricas que contém, parte da Estrada é utilizada regularmente, tornando-se a única via de acesso ao litoral com características de Estrada Parque e Caminho Histórico. Por isso, atualmente, o caminho e a estrada são largamente utilizados na preservação do patrimônio cultural do Estado do Paraná.

Além de seu valor histórico cultural, a Estrada da Graciosa está inserida num dos últimos remanes-centes da Floresta Atlântica. Por sua importância recebeu reconhecimento especial com a criação da Área Especial de Interesse Turístico do Marumbí, em 1984. A Serra do Mar Paranaense foi tombada pela Coordenadoria de Patrimônio Cultural da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, em 1986, cujas regulamentações são instituídas pela Lei 1.211/1953. Os limites geográficos do tombamento foram utilizados na declaração de Reservada da Biosfera da Mata Atlântica, instituída pelo MAB-UNESCO, em 1992. Estes dois instrumentos de preservação são de extrema importância para o patrimônio cultural, já que permitem uma atuação muito ampla de pesquisa e preservação.

A Estrada da Graciosa também limita dois importantes parques estaduais: o Parque Estadual da Graciosa e o Parque Estadual Roberto Ribas Lange. Os planos de manejo dos parques estaduais têm, atualmente, dado importância fundamental às questões de patrimônio cultural.

Deste modo, faz parte de um conjunto de instrumentos de conservação, que envolve várias instituições do Estado, como: a Secretaria do Estado do Meio Ambiente/Instituto Ambiental do Paraná e a Secretaria do Estado da Cultura, entre outras.

Com o intuito de propiciar aos usuários paradas agradáveis de descanso ao longo da Centenária Estrada da Graciosa, o DER implantou e mantém a conservação dos sete recantos denominados Vista Lacerda, Rio Cascata, Grota Funda, Bela Vista, Curva da Ferradura, Mãe Catira e São João da Graciosa, que representam hoje um dos mais importantes pólos turísticos do Estado e uma ótima opção de lazer para os habitantes da Grande Curitiba nos finais de semana, colocando-se em evidência a beleza da Serra do Mar Paranaense.
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