Ponte Porto Camargo/PR - Cabureí/MS

O projeto da construção do trecho rodoviário ligando os Estados do Paraná e Mato Grosso do Sul, através da BR-487, no Distrito de Porto Camargo, município de Icaraíma, foi iniciativa da Secretaria de Estado dos Transportes do Estado do Paraná, através do Departamento de Estradas de Rodagem -DER/PR.

Em 1987, o Departamento contratou a elaboração do projeto de engenharia, que previu a construção de quatro pontes: sobre o Ribeirão do Veado, Canais Leste e Oeste do Rio Paraná e Rio Amambaí (MS). As mesmas seriam interligadas por trechos rodoviários, numa extensão total de 16.777,50 metros (dos quais 2.806,30 metros correspondem às pontes).

Para a implantação das pontes, em 1988, conforme a orientação da Superintendência de Recursos Hídricos e Meio Ambiente do Paraná – SUREHMA, foi necessário a elaboração do EIA/RIMA – Estudos de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental. No reinício das obras em 1996, o IBAMA solicitou a atualização do EIA/RIMA, o qual foi entregue em 24/10/1997. O Parque Nacional de Ilha Grande, foi criado pelo Governo Federal na data de 30/09/1997.
Em 28 e 29/01/1998 foram realizadas Audiências Públicas em Icaraima/PR e Itaquiraí/MS.

Medidas mitigadoras e/ou compensatórias contidas no EIA/RIMA e licenças ambientais, executadas pelo DER/PR: 
  • Foram implantados pelo DER/PR, 900 metros de alambrado para proteção da “Mata do Bugio”;
  • Revitalização da Orla de Porto Figueira, onde foram executadas a demolição, a reconstrução do muro de gabião, e a construção de uma passarela;
  • Elaborado projeto "Levantamento, Proteção e Monitoramento de Área denominada Paredão das Araras", no Parque Nacional de Ilha Grande;
  • Elaborado projeto para implantação de 01 (um) Centro de Estudos, Pesquisa e Monitoramento Ambiental, com objetivo de apoiar, promover e difundir a pesquisa científica na área de influência do Parque;
  • Foram implantadas 04 (quatro) Torres de Observação, para prevenção e controle de incêndios, equipadas com goniômetros;
  • Foram implantadas placas indicativas do Parque Nacional de Ilha Grande nas rodovias de acesso;
  • Participação do DER/PR, na realização de campanha de comunicação educativa, através de 4.500 exemplares, da publicação "Parque Nacional de Ilha Grande - Re-conquista e Desafios";
  • Foi construído um viaduto de 120 metros de extensão sobre a Lagoa do Jacaré, para manter a comunicação das águas e mais 07 (sete) passagens para animais com 08 metros de vão, no aterro da Ilha dos Bandeirantes e no aterro da margem do Estado do Mato Grosso do Sul.
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    O complexo de Pontes de Porto Camargo interliga os Estados do Paraná e do Mato Grosso do Sul, através dos municípios de Icaraíma e Vila Alta/PR e Naviraí/MS, reduzindo em 100 quilômetros a distância entre os principais pólos produtores de grãos do Centro-Oeste e o Porto de Paranaguá.

    Esta obra é composta por cinco pontes e aterros, com 16,190 quilômetros de extensão, que atravessam o Rio Paraná, onde foram investidos um total de R$155 milhões.

    Considerada a maior obra fluvial da América Latina, é um dos empreendimentos mais arrojados do país na área de infra-estrutura, com a utilização das mais modernas técnicas de engenharia para a sua conclusão.

    O novo corredor rodoviário beneficia a economia dos dois Estados, principalmente a região noroeste do Paraná, composta por 108 municípios e cerca de 1,4 milhão de habitantes.

    Para os motoristas vindos do Mato Grosso do Sul, a abertura das pontes e a desativação das balsas representam duas horas a menos no percurso até o Paraná.

    As pontes possibilitam uma redução no custo do frete, mais conforto e segurança para os motoristas e menos desgaste para os veículos.

    Para os moradores da região, o complexo de pontes ainda traz benefícios econômicos e sociais, pois facilita o acesso da população próxima ao empreendimento, à saúde, escola e alimentação, além de ajudar na geração de novos empregos e com isso propiciar aumento da renda das famílias.

    A travessia é considerada de interesse estratégico para os dois Estados.
    O Paraná se beneficiará ao fornecer produtos industrializados ao Mato Grosso do Sul, enquanto que este, terá o escoamento facilitado de seus produtos de exportação através do Porto de Paranaguá.

    O novo corredor aberto com as pontes de Porto-Camargo passa a ser o caminho natural e mais adequado para a crescente produção de grãos do Centro-Oeste, cria condições para que a região amplie novas áreas agriculturáveis e possibilita uma perspectiva real de integração econômica e intercâmbio turístico.

    1º fase da obra: 02/1988 à 07/1990 (a obra foi paralisada em julho/1990).
    Nesta fase foram colocadas todas as estacas das pontes dos canais Leste e Oeste do rio Paraná e sobre o rio Amambaí, bem como, alguns blocos e pilares. A obra ficou abandonada durante seis anos, houve desmonte de todas as instalações industriais e conseqüente retirada do pessoal. Neste período foram realizados investimentos na ordem de R$ 14.000.000,00.

    2º fase da obra com recursos do Estado do Paraná.
    Foram introduzidas obras complementares, dentre elas uma quinta ponte, de 120 metros, sobre a Lagoa do Jacaré.
    Reinício dos serviços em 1996 e inaugurado em 14 de março de 2002.

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